Eles estão construindo o maior ecossistema de tecnologia para a educação

A edtech busca unificar soluções de gestão escolar para facilitar a relação e o fluxo da informação entre as instituições privadas de ensino básico e os responsáveis de alunos matriculados. Entre novembro de 2021 e fevereiro deste ano, a empresa transacionou R$ 78 milhões em seu e-commerce, 62% a mais que no mesmo período de 2020 e 2021. Agora, a companhia acaba de receber um aporte de US$ 2 milhões para buscar fomentar o maior ecossistema de tecnologia para a educação do Brasil.

Início

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O início de tudo começou em 2011 durante campeonatos de robótica no Brasil e no mundo. Ivan, um competidor determinado, que começou a programar aos 11 anos de idade, já era bastante conhecido pelas suas inovações no meio. Danilo iniciou como rival do seu agora sócio e terminou como técnico nos torneios. A diferença de idade entre eles é de quase dez anos e não foi impedimento para que eles pudessem desenvolver novos projetos.

“Em primeiro lugar, somos amigos e aí nos tornamos sócios”, diz Ivan Seidel sobre Danilo Yoneshige e a startup que fundaram juntos, a Layers Education.

Danilo atuou como professor e coordenador de tecnologia por quase vinte anos dentro de colégios. Já Ivan, tocou alguns projetos paralelos no SESI-SP e na Zoom Education na área de desenvolvimento e até conquistou o Hackathon 2016 promovido pela Globo ao lado de seus companheiros de equipe. Depois, atuou como consultor de software para a InSite em São Francisco, na Califórnia, e engenheiro de software na Ripple, em Luxemburgo. Mas uma ligação os uniria novamente em São Caetano do Sul, em 2018.

Proposta

Depois de meses de visitas em feiras de educação, eles fundam a Layers com a proposta de solucionar duas principais dores do setor. A primeira é oferecer um canal de compra e venda direta de materiais escolares de forma a disponibilizar todos os itens da lista em um único canal diretamente de fornecedores confiáveis. A segunda foi melhorar a organização de aplicativos de gestão e comunicação entre escolas e responsáveis de alunos como agenda, mural de recados, notas, boletos, e muito mais, em uma interface unificada, sem a necessidade de diversos logins.

“Mesmo antes da pandemia, os alunos que precisavam acessar aplicativos para ter aulas ou consultar materiais didáticos por softwares tinham que entrar em plataformas diferentes, com acessos distintos para fazer coisas do dia a dia escolar. Além de tomar muito tempo, ainda contribuia para o surgimento de estresses desnecessários como esquecimento de senhas”, explica Danilo.

Estudo de mercado

Durante todo o estudo de mercado, Ivan e Danilo já sabiam que nove era a média de aplicativos que as escolas ofereciam para responsáveis e estudantes. Com a chegada da crise sanitária, entre março e junho de 2020, eles trabalharam na integração desses softwares para ampliar a carteira de clientes e foi um sucesso – alcançaram o patamar de 600 instituições, 11 redes de ensino e mais de 350 mil famílias impactadas pelas soluções.

No e-commerce da startup o tíquete médio de gastos passou de R$ 979,82 em 2020 para R$ 1.219,27 em 2022, em função da inflação que aumentou entre 15% e 30% o valor médio dos produtos.

A performance da Layers chamou a atenção de grandes players do segmento, tendo sido a primeira edtech do mundo a ser investida pela Faber-Castell em 2020 e receber aporte de US$ 2 milhões (R$ 11,2 milhões) em 2022 em rodada Seed liderada pelo fundo Endurance, com participação da SQUARE Knowledge Ventures, da Faber-Castell Ventures e dos investidores-anjo da Labs, Rodrigo Dantas (Vindi), Paulo Silveira (Alura) e Lincoln Ando (IdWall).

Além de contar com um time próprio para o desenvolvimento de tecnologias acessíveis, a empresa também dá oportunidade para startups do segmento contribuírem com inovações. Trata-se do objetivo de criar o maior ecossistema tecnológico para a educação no Brasil com a capacidade de integrar qualquer edtech e sistemas de gestão na interface da Layers, sem contribuir para uma competitividade entre a própria startup e outras companhias.

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