Preocupante: Mais de 65 milhões brasileiros estão inadimplentes, aponta pesquisa

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*Coluna de Jackson Pereira Jr. – 06/04/22

O Brasil registrou 65,2 milhões de consumidores inadimplentes em fevereiro, conforme divulgado nesta terça-feira (5) pela Serasa. Essa marca não era atingida desde maio de 2020, período do início da pandemia da covid-19. Esses cidadãos têm R$ 263,4 bilhões em dívidas em atraso negativadas.

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Apenas no mês de fevereiro, o número de inadimplentes subiu 0,54%. Cada brasileiro deve, em média, R$ 4.042,08. A estatística se baseia no fato de que cada número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) tem, em média, 3,4 dívidas ativas.

Perfil

Em relação ao perfil dos inadimplentes, os homens representam 50,2% dos devedores, contra 49,8% das mulheres. Na divisão por faixa etária, a maior parte tem entre 26 e 40 anos de idade (35,3%), seguida pela faixa de 41 a 60 anos de idade (34,9%), conforme dados do levantamento publicados pela Agência Brasil.

Causas

A quantidade de consumidores com contas em atraso vinha diminuindo desde abril de 2021, mas está em alta recorrente desde outubro do ano passado. De acordo com a Serasa, as recentes altas na taxa de juros, que encarece o crédito, e o desemprego ainda elevado, são as principais causas para o aumento da inadimplência.

A queda na renda média do trabalhador brasileiro também afeta diretamente o pagamento das dívidas. Mesmo diante da recuperação gradual do mercado de trabalho nos últimos meses, grande parte das pessoas estão encontrando empregos que pagam menores salários se comparado com o anterior, o que aumenta a dificuldade em quitar débitos em atraso. Em resumo, a conta não fecha.

Entre os tipos de dívidas em situação de inadimplência em fevereiro, segundo a Serasa, 28,6% vêm de débitos com o grande vilão, o cartão de crédito. Em segundo lugar, estão as dívidas domésticas básicas (água, luz e gás), que respondem por 23,2%. Em terceiro, estão os gastos no comércio varejista, que totalizaram 12,5%.

Nos últimos anos, a população brasileira perdeu muito poder de compra.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal.

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