PMEs de Infraestrutura e Comércio recuperaram faturamento no 3º trimestre

Segundo o Índice, o faturamento médio real das PMEs do segmento de Infraestrutura avançou 15,6% no 3º trimestre de 2021. Foto de Tima Miroshnichenko no Pexels
Segundo o Índice, o faturamento médio real das PMEs do segmento de Infraestrutura avançou 15,6% no 3º trimestre de 2021. Foto de Tima Miroshnichenko no Pexels

As pequenas e médias empresas (PMEs) dos segmentos de Infraestrutura e de Comércio foram as que mais cresceram no terceiro trimestre de 2021. É o que aponta o Índice de Atividade Econômica de PMEs (IAE) da Omie, plataforma de gestão na nuvem, que leva em consideração o faturamento médio mensal de mais de 78 mil PMEs brasileiras.

Segundo o Índice, o faturamento médio real das PMEs do segmento de Infraestrutura avançou 15,6% no 3º trimestre de 2021, na comparação com o mesmo período de 2020. No comércio, o faturamento médio real das PMEs também avançou 15,6% no mesmo período.

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Outros dois segmentos que também mostraram crescimento no faturamento médio no último trimestre deste ano foram Serviços (+4,7% quando comparado com o mesmo período de 2020) e Indústria (+3,6% em relação ao 3T do ano passado). Já as PMEs do Agronegócio apresentaram ligeira queda do faturamento médio real no período analisado (-2,2%).

Ainda assim, no acumulado do ano até o 3º trimestre, as mesmas PMEs do Agronegócio mostram crescimento de 10,6% no faturamento médio, se comparadas ao mesmo período do ano anterior.

“De modo agregado, o faturamento médio real das PMEs brasileiras no 3º trimestre de 2021 apresentou expansão de 6,5% ante o 3º trimestre de 2020, confirmando a tendência de recuperação que já vinha sendo observada no primeiro semestre de 2021”, comenta Fábio Flaksberg, COO da Omie.

O monitoramento também permite identificar, dentro de cada grande setor, as atividades que mais contribuíram para os resultados observados no períodoa analisado. No Comércio, por exemplo, observou-se um avanço disseminado, com crescimento no atacado, no comércio varejista e no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas.

Já no segmento de Infraestrutura, o desempenho no 3º trimestre foi puxado pelas seguintes atividades: captação, tratamento e distribuição de água; coleta, tratamento e disposição de resíduos; recuperação de materiais e construção de edifícios. Dentro da indústria, por sua vez, as PMEs com destaque positivo foram a das atividades de metalurgia, fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos e fabricação de móveis.

Por outro lado, atividades de apoio à extração de minerais e fabricação de produtos do fumo foram subsetores que mostraram queda significativa no faturamento médio dentro do setor industrial no último trimestre.

Serviços mantém recuperação com a maior abertura econômica

O setor de serviços foi um dos segmentos mais afetados pelo advento da pandemia de Covid-19. Com a restrição da mobilidade das pessoas para controle da disseminação do novo coronavírus, diversas atividades não-essenciais sofreram em tal contexto. Em linhas gerais, as PMEs alocadas no setor de Serviços apresentaram queda mais intensa no faturamento médio durante o 2º trimestre de 2020, seguidas pelas PMEs no Comércio.

“Com a reabertura econômica no decorrer do 2º semestre de 2020, o faturamento médio das PMEs no setor de Serviços mostrou robusta recuperação. Porém, com a segunda onda da pandemia no país no início de 2021, o faturamento dessas PMEs sofreu um novo choque negativo”, diz Flaksberg.

Nos últimos trimestres é possível observar uma tendência clara de recuperação do faturamento do setor, o que está diretamente relacionado com o avanço da vacinação contra a Covid-19 no país e o consequente aumento da circulação das pessoas. No 3º trimestre de 2021, o faturamento médio das PMEs no setor avançou 4,7% ante o mesmo período de 2020, confirmando a tendência de recuperação que se observa desde o final do 1º trimestre de 2021.

Do ponto de vista das principais atividades, o desempenho das PMEs no setor de serviços foi positivamente afetado pelos subsetores de alojamento; atividades imobiliárias e atividades de serviços financeiros. Já as atividades de transporte aquaviário; correio e outras atividades de entrega e atividades artísticas, criativas e de espetáculos, puxaram para baixo o faturamento médio do setor de Serviços no 3º trimestre de 2021.

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