App de mobilidade lança campanha de combate ao assédio contra mulheres

A Uber lançou mais uma campanha educativa para combater o assédio sofrido por mulheres.
Desde 2018, a Uber assumiu um compromisso público para enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil e vem investindo em materiais educativos sobre o tema. Foto de Jackson David no Pexels

Nessa semana, a Uber lançou mais uma campanha educativa para combater o assédio sofrido por mulheres. Com vídeos educativos tanto para motoristas e entregadores parceiros, como para usuários, o objetivo da iniciativa é alertar para comportamentos que não são tolerados na plataforma da Uber, de acordo com o Código da Comunidade.

Os vídeos serão enviados pelo próprio aplicativo da Uber e ficarão disponíveis em uma página para os usuários em geral poderem assistir, compartilhar e conhecer um pouco mais sobre as iniciativas da Uber no enfrentamento à violência contra a mulher.

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Os conteúdos foram desenvolvidos em parceria com o MeToo Brasil, organização dedicada ao acolhimento de sobreviventes de abuso sexual, e também contaram com a consultoria da Sandra Vale da Potência Diversa.

Os vídeos utilizam a popular linguagem do futebol e das discussões de “mesa-redonda” como forma de criar paralelos com situações em viagens e entregas pelo aplicativo da Uber, ressaltando as condutas inapropriadas.

“A escolha pela linguagem do futebol foi uma forma de tornar esse conteúdo o mais acessível para todos. Queremos mostrar que sequer existe lugar para debate sobre o que é ou não é assédio e reforçar que para nós a regra é clara e não toleramos esse tipo de comportamento em nossa plataforma”, comenta Luciana Ceccato, diretora de Marketing da Uber no Brasil.

Ceccato informa ainda que a empresa pode ter um papel ativo na luta por respeito às mulheres. “Sabemos que é um desafio, mas entendemos também que a Uber pode ter um papel ativo na criação de um mundo em que as mulheres não tenham que passar por situações de violência de gênero em seus deslocamentos e por isso seguimos investindo em ferramentas e projetos de combate a essas condutas”, explica.

Para Marina Ganzarolli, idealizadora do Me Too Brasil, a campanha é de extrema importância para o enfrentamento do abuso contra mulheres. Ela também aponta que a mulher é mais vulnerável e corre riscos diários de sofrer abusos, pelo simples fato de ser mulher.

“Essa é uma campanha de extrema importância porque na maioria das ações de enfrentamento à violência contra a mulher o foco está na vítima – porque de fato, é ela a parte mais vulnerável, e que precisa de acolhimento – mas para a gente buscar uma solução real precisamos ir na raiz da questão: dialogar e engajar os homens para que eles entendam os limites e o consentimento. Esse é um problema de todos e é muito bom ver uma empresa investindo em iniciativas que vão além e que realmente têm um impacto social”, explica.

Desde 2018, a Uber assumiu um compromisso público para enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil e vem investindo em materiais educativos sobre o tema. Em 2019, por exemplo, foi lançado o Podcast de Respeito, em conjunto com a Promundo e elaborado com base em pesquisas imersivas com motoristas parceiros. Em 2020, o conteúdo ganhou uma segunda edição abarcando, além da violência de gênero, temas como racismo e LGBTQIA+fobia.

A empresa possui uma série de projetos elaborados em parceria com entidades que são referência no assunto, que inclui além de campanhas contra o assédio, pesquisas e levantamento de dados sobre o tema, doação de viagens para mulheres em situação de violência doméstica, entre outras ações.

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