Black Friday traz alerta para golpes cibernéticos

No ano de 2020, houve um aumento de 36,79% de ataques de phishing no período próximo à Black Friday
No ano de 2020, houve um aumento de 36,79% de ataques de phishing no período próximo à Black Friday

De acordo com pesquisa realizada pela Axur, empresa líder em monitoramento e reação a riscos digitais na internet, no terceiro trimestre de 2021 houve um aumento de 81,08% de ataques de phishing (páginas e perfis falsos), em relação ao trimestre anterior.

Esse aumento pode ser explicado pelo fato de que estamos nos aproximando da Black Friday, período com maior número desse tipo de ataque, usado por cibercriminosos. No ano de 2020, houve um aumento de 36,79% de ataques de phishing no período próximo à Black Friday, em relação ao mesmo período de 2019.

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Se for analisada especificamente a sexta-feira do evento, o aumento chega a 74,21%.A perspectiva é de que o número de ataques para esse ano permaneça alto, já que muitas pessoas passaram a usar mais os meios digitais depois da pandemia. Por isso, é importante estar alerta sobre os possíveis golpes que podem aparecer neste período de grande consumo online.

Thiago Bordini, professor coordenador da pós-graduação em Inteligência de Ameaças Cibernéticas no Instituto Daryus de Ensino Superior Paulista (IDESP) comenta que os consumidores tenham cuidado redobrado com os sites e com as promoções ofertadas.

“É muito importante que os consumidores estejam atentos aos detalhes como: URL dos sites; envio de promoções e descontos; páginas e perfis falsos; entre outros. As tentativas de fraudes têm crescido e estão cada vez mais disfarçadas, o que dificulta a percepção do consumidor se não tiver um olhar atento”, informa.

Os principais golpes cometidos neste período são as páginas e perfis falsos, o envio de falsas promoções e descontos, as cobranças indevidas que deixam a opção de boleto mais barata no site para convencer o consumidor escolher essa opção, porém, é muito difícil recuperar o dinheiro desta forma, o uso não autorizado de dados pessoais para compras com cartões ou credenciais e os golpes de instituições bancárias, que entram em contato como se fossem do departamento antifraude do banco, com a justificativa que seu cartão teve uma compra de alto valor e pedem os dados do cartão para confirmar a operação.

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