Empreendedor cearense abandona 22 anos de carreira profissional e investe no ramo da cachaça

A Xerosa é comercializada em casas especializadas, restaurantes e barracas de praia. O valor também é um outro diferencial, pois muitos estão acostumados com os preços das cachaças industrializadas. (Foto: alleksana no Pexels)
A Xerosa é comercializada em casas especializadas, restaurantes e barracas de praia. O valor também é um outro diferencial, pois muitos estão acostumados com os preços das cachaças industrializadas. (Foto: alleksana no Pexels)

O número de estabelecimentos produtores de Cachaça e de Aguardente registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), cresceu 4,14 % no último ano. O número em 2020 foi de 1.131 e em 2019 de 1.086. Mesmo com as diversas opções de destilados no mercado e com o fechamento dos bares por conta da pandemia, o setor conseguiu resistir e registrou até crescimento no ano passado. 

Natural de Cedro, município brasileiro do estado do Ceará, o empreendedor Hemerson Moreira Costa trabalhava na área da Tecnologia da Informação desde 1998. Com a pandemia e o aumento no número de pessoas trabalhando em casa, o setor de TI registrou alta na demanda, porém, Costa percebeu que não estava sendo remunerado com o valor condizente com o seu trabalho, então decidiu largar a carreira de 22 anos na área em dezembro de 2020.“Percebi que no Ceará não existiam muitas opções de cachaças artesanais, então decidi largar minha carreira para investir nessa área e preencher essa lacuna”, reforça o empreendedor. 

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Costa sempre gostou de beber, principalmente cachaça e vodka, suas bebidas favoritas, mas não tinha qualquer critério na hora de escolher um rótulo, então experimentou destilados de diversas marcas e preços. Foi só em 2004 que ele decidiu conhecer melhor o universo das cachaças, e descobriu como apreciar e reconhecer uma boa cachaça. Na tentativa de criar sua própria bebida, ele decidiu buscar informações de como envelhecer e armazenar cachaça para comercialização.

“Eu imaginava que para ter a própria marca de cachaça eu teria  de  pagar uma fortuna e  ter um alambique, foi então que descobri o curso Lucrando com Bebidas”, explica Costa. Após fazer o curso, o empreendedor então lançou no mercado, no dia 15 de junho desse ano, a cachaça  Xerosa. A bebida é vendida em duas versões: Ouro, que é um blend de bálsamo e umburana, e prata, que passa um ano descansando em tonel de inox.

A Xerosa é comercializada em casas especializadas, restaurantes e barracas de praia. O valor também é um outro diferencial, pois muitos estão acostumados com os preços das cachaças industrializadas. A prata custa entre R$70 e R$85. Já a ouro, fica entre R$80 e R$95.“Sempre que alguém fica com receio de saborear uma cachaça, principalmente nova no mercado como a Xerosa, eu ofereço uma degustação e explico como a bebida é saborosa e produzida com qualidade e ingredientes selecionados, com o objetivo de acabar com o preconceito que alguns ainda costumam ter”, finaliza o empreendedor. 

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