Mais de R$ 1,4 bi em dinheiro físico está fora de circulação

Por conta dessa falta de circulação do dinheiro físico, no último semestre de 2020, o BC determinou a impressão de mais de R$ 437,9 milhões em dinheiro em espécie para endossar as mais de 6,27 bilhões de cédulas que circulam pelo País.
Por conta dessa falta de circulação do dinheiro físico, no último semestre de 2020, o BC determinou a impressão de mais de R$ 437,9 milhões em dinheiro em espécie para endossar as mais de 6,27 bilhões de cédulas que circulam pelo País.

Mais de R$ 1,4 bilhão em dinheiro físico está fora de circulação no Brasil, o que representa mais de 35% das cédulas e moedas produzidas pela instituição. Os dados fazem parte de uma estimativa feita pela fintech de soluções tecnológicas para o varejo, Sled, com base nos dados do Banco Central. 

Por conta dessa falta de circulação do dinheiro físico, no último semestre de 2020, o BC determinou a impressão de mais de R$ 437,9 milhões em dinheiro em espécie para endossar as mais de 6,27 bilhões de cédulas que circulam pelo País.

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A medida visa estimular o uso de papel-moeda, forma de pagamento mais utilizada no comércio, mesmo com o avanço da utilização dos meios digitais de pagamento nos últimos anos, como cartões de crédito e débito, carteiras digitais e transferências via PIX. 

O doutor em políticas públicas, Gustavo Oliveira, explica que a diminuição de moedas em circulação não está relacionada apenas à crise financeira causada pela pandemia do novo coronavírus, mas sim à mudança de hábitos dos consumidores. 

“O hábito do brasileiro de guardar moedas e notas de pequeno valor consolidou a prática do entesouramento, que é acumular pequenas quantias para o uso imediato. No entanto, ao deixá-lo estocado, sem circular ou investir, contribui para a perda de valor ao longo do tempo, pois não sofre reajuste, e também ocasiona o prejuízo aos cofres públicos, devido ao alto custo de produção para novas moedas-físicas entrarem em circulação”, explica Oliveira.

O especialista destaca a importância das alternativas digitais para reduzir os impactos da retenção de moedas. “O troco virtual ou arredondamento de valores visando a doação são princípios de responsabilidade social que podem impulsionar a economia e incentivar a circulação de moedas, assim como o uso de aplicativos de troco e até a oferta de brindes associados ao uso de moedas, que podem torná-la corrente e atrativa no mercado”, afirma.

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