Os principais motivadores da queda do varejo foram os recuos de 41,5% dos setores de setores de tecidos, vestuário e calçados e de 22% do setor de móveis e eletrodomésticos.
os principais motivadores da queda do varejo foram os recuos de 41,5% dos setores de setores de tecidos, vestuário e calçados e de 22% do setor de móveis e eletrodomésticos.

Dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontaram queda de 0,6% nos índices do comércio varejista do país no mês de março. É a terceira registrada nos últimos quatro meses. Com este resultado, o comércio varejista apresentou de 0,6% nos primeiros três meses do ano, mas apresenta alta de 0,7% no acumulado dos 12 meses.

Ainda de acordo com a pesquisa do IBGE, os principais motivadores da queda do varejo foram os recuos de 41,5% dos setores de setores de tecidos, vestuário e calçados e de 22% do setor de móveis e eletrodomésticos. A pesquisa aponta ainda que que a justificativa para este recuo acentuado se deu à mudança do comportamento do consumidor durante a pandemia, evitando gastos com itens considerados não essenciais.

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No mês de fevereiro, o varejo brasileiro se comportou melhor, estando 0,3% acima do patamar antes da pandemia. O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, explica que, com a queda das vendas durante a pandemia, alguns varejistas optaram por fazer promoções, fato que aqueceu a economia e proporcionou números positivos. Mas, o mercado foi desaquecido no mês de março, gerando essa queda brusca de nas vendas.

Também afetou diretamente no índice negativo do mês de março os setores de livros, jornais, revistas e papelaria (-19,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-5,9%), combustíveis e lubrificantes (-5,3%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,1%).

Conforme a pesquisa, apenas os segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentaram crescimento, no mês de março (3,3%). Este crescimento se deve ao fato destes segmentos serem considerados essenciais, durante a pandemia.

O IBGE analisou ainda que, no comércio varejista ampliado, as atividades veículos, motos, partes e peças caíram 20,0% e de material de construção -5,6%, totalizando -5,3% frente ao mês anterior. É o segundo mês com taxas negativas nos três primeiros meses do ano. Apesar da queda em março, o setor de material de construção é um dos que se mantêm acima do patamar que era identificado antes da pandemia. Segundo dados do

Em números gerais, o comércio varejista fechou o ano de 2020 com perdas de R$ 24,6 bilhões. A expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo é de que a participação das vendas online no faturamento do varejo ampliado subam de 6% para 6,8% em 2021.

Comparação com o ano de 2020

Ao comparar os números de março de 2021 com os de março de 2020, a pesquisa do IBGE demonstrou que o comércio varejista cresceu 2,4%, com as taxas positivas atingindo quatro das oito atividades pesquisadas.

Entre as atividades com crescimento estão outros artigos de uso pessoal e doméstico (30,0%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (12,1%), móveis e eletrodomésticos (11,9%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,0%).

Já livros, jornais, revistas e papelaria (-19,7%), tecidos, vestuário e calçados (-12,0%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,9%) e combustíveis e lubrificantes (-1,5%) pressionaram negativamente o setor na comparação anual.

Com crescimento de 10,1% nesta mesma comparação, o resultado para o comércio varejista ampliado refletiu principalmente o desempenho das atividades de veículos, motos, partes e peças, que cresceu 27,6%, e de material de construção, com crescimento de 33,4%.

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