Aplicativos de delivery buscam soluções para lixo descartável

Este novo cenário tem chamado a atenção de entidades que lutam por causas ambientais para o descarte inadequado de embalagens, com talheres, copos, canudinhos, ou seja, uma série de itens que são descartados, e acabam poluindo o meio ambiente.
Este novo cenário tem chamado a atenção de entidades que lutam por causas ambientais para o descarte inadequado de embalagens, com talheres, copos, canudinhos, ou seja, uma série de itens que são descartados, e acabam poluindo o meio ambiente.

O isolamento social é a principal medida de contenção do vírus da Covid-19 e vem sendo praticado por milhões de pessoas há mais de um ano. O formato de trabalho home office tem ajudado a manter as pessoas em casa por mais tempo. No entanto, as consequências do isolamento social vão além das físicas e chegam ao meio ambiente. Isso porque, com mais pessoas em casa, cresceu o número de pedidos por delivery, aumentando também o acúmulo de embalagens descartáveis.

Este novo cenário tem chamado a atenção de entidades que lutam por causas ambientais para o descarte inadequado de embalagens, com talheres, copos, canudinhos, ou seja, uma série de itens que são descartados, e acabam poluindo o meio ambiente. Estes itens descartados no meio ambiente aumentaram conforme cresceu a demanda pelos pedidos de delivery. Segundo pesquisa da Mobilis, startup de gestão de finanças pessoais, foi registrado um aumento de 149% dos gastos em aplicativos de entregas de comida entre janeiro e dezembro de 2020.

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Em dezembro de 2020, o site do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) publicou um chamamento PNUMA pede que iFood e UberEats se comprometam com entregas sem plástico descartável, uma vez que a pandemia fez crescer enormemente o uso do material pelos aplicativos de entrega. “A pandemia de COVID-19 gerou um aumento dos pedidos de comida por delivery no Brasil. Segundo uma pesquisa da startup Mobills Labs, os gastos com aplicativos de comida cresceram 103% no primeiro semestre de 2020. O aumento das entregas fez crescer também o consumo de plásticos descartáveis”, informou o site PNUMA.

Nesta semana, as duas empresas informaram que já adotaram medidas para reduzir o uso destes itens, principalmente com o recurso que permite aos usuários dispensarem o recebimento de talheres descartáveis, guardanapos e canudos. O iFood e UberEats são os principais players que intermediam a relação entre os restaurantes e os consumidores.

Brasil tem a 4ª maior produção de lixo plástico do mundo

Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2017 apontam que, embora o Brasil seja o 4º país do mundo que mais produz lixo plástico, recicla apenas 1,28% do total que é produzido. Além do baixo índice de reciclagem, diante da produção total, dados da ONG WWF e do Banco Mundial informam que cada pessoa ingere por semana 5g de microplásticos, que invadem a cadeia alimentar.

No mesmo período em que as pesquisas foram divulgadas, o PNUMA lançou a campanha #MaresLimpos do PNUMA, com o objetivo de reduzir os impactos dos plásticos descartados nos oceanos. Em dezembro, quando fez o chamamento em relação ao aumento do lixo proveniente das entregas por delivery, a PNUMA mobilizou as redes sociais, convidando a sociedade a demandar o protagonismo dos aplicativos UberEats e iFood na transição para entregas livres de plástico descartável.

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