Por lei, o Censo deve ser realizado a cada dez anos. O último ocorreu em 2010.
Por lei, o Censo deve ser realizado a cada dez anos. O último ocorreu em 2010.

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, informou na sexta-feira, 23, que o Orçamento de 2021 não traz recursos para a realização do Censo Demográfico.

O Orçamento 2021 foi sancionado, com vetos, pelo presidente Jair Bolsonaro. Como por exemplo, R$ 7,9 bilhões em despesas facultativas (discricionárias) do Executivo.

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Também houve vetos a emendas parlamentares, sendo R$ 10,5 bilhões do tipo emenda de relator e R$ 1,4 bilhão de comissões do Congresso.

Na tramitação do Orçamento no Congresso Nacional, os parlamentares já haviam cortado os valores destinados ao Censo, de R$ 2 bilhões para R$ 71 milhões.

Por lei, o Censo deve ser realizado a cada dez anos. O último ocorreu em 2010. Com o adiamento da pesquisa de 2020 devido à pandemia de Covid-19, o dinheiro foi usado no combate ao coronavírus.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística já havia informado, em nota divulgada em março, que o corte previsto no projeto do Orçamento inviabilizava a realização do Censo em 2021.

No começo de abril IBGE suspendeu a realização das provas dos concursos para contratação de recenseadores.

Instituto se preparava para Censo desde 2020

Segundo o IBGE, a proposta original encaminhada ao Congresso Nacional no ano passado previa R$ 2 bilhões para a realização do Censo 2021.

O IBGE destacou que está, desde 2020, se preparando para realizar o Censo Demográfico, inclusive inovando no aprimoramento das formas de trabalhar em razão das adversidades relativas à pandemia.

O IBGE explicou ainda, à época, que os dados de população do Censo são utilizados para os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e para uma série de outras transferências da União para estados e municípios, com impacto significativo nos orçamentos públicos.

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