O recorde negativo anterior da série de pesquisas com essa pergunta, iniciada em 1997, eram os 60% registrados em março de 2015, durante a recessão iniciada no governo Dilma Rousseff (PT).  
O recorde negativo anterior da série de pesquisas com essa pergunta, iniciada em 1997, eram os 60% registrados em março de 2015, durante a recessão iniciada no governo Dilma Rousseff (PT).  

O pessimismo do brasileiro com a situação econômica do país bateu recorde. De acordo com a pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado(20), 65% dos brasileiros acham que o cenário vai piorar. Em dezembro do ano passado, 41% dos entrevistados tinham essa expectativa. O índice de quem apostam em melhora da economia caiu de 28% para 11%, segundo o levantamento realizado nos dias 15 e 16 de março de 2021.

O recorde negativo anterior da série de pesquisas com essa pergunta, iniciada em 1997, eram os 60% registrados em março de 2015, durante a recessão iniciada no governo Dilma Rousseff (PT).

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Na primeira pesquisa feita após a eleição de Jair Bolsonaro (sem partido), no final de 2018, apenas 9% esperavam piora na economia, e 65% projetavam melhora.

O pessimismo é maior entre as mulheres (71%) do que entre os homens (59%); no Sul (68%) e Sudeste e Nordeste (66%) do que no Norte/Centro-Oeste (59%).

Expectativas

A expectativa de piora chega a 72% entre os desempregados e a 69% entre os funcionários públicos. 65% entre as pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos e 67% entre os com renda superior a dez salários. A satisfação atinge 67% entre os que receberam auxílio emergencial em 2020 e cai para 64% entre os que não pediram o benefício.

Entre os que acham que a situação do país vai melhorar, os maiores percentuais estão entre estudantes (18%) e empresários (17%), moradores do Norte/Centro-Oeste (14%), que dizem não ter medo do coronavírus (17%) e/ou que avaliam o presidente como ótimo/bom (18%).

A piora na expectativa sobre a situação econômica do país se dá em um momento de agravamento da crise sanitária, com recordes de mortes, novas medidas de restrição de circulação e atraso no cronograma de vacinação.

Apesar da expectativa de que a economia brasileira cresça 3,5% em 2021, após a queda de 4,1% registrada em 2020, esse número não representa efetivamente uma melhora.

Em primeiro lugar, se a economia ficar estagnada o ano todo, no mesmo patamar do último trimestre de 2020, já terá um crescimento de 3,6% na média do ano. Continuará, portanto, abaixo do nível anterior à crise atual, que já era inferior ao ponto mais alto da atividade, antes da recessão de 2014-2016.
É esperada uma piora nos indicadores de renda, emprego e inflação, entre outros índices que refletem mais diretamente para as pessoas as condições econômicas.

Conforme mostrou o novo levantamento, a avaliação do governo Bolsonaro desceu aos mesmos níveis de maio e junho de 2020, os piores de seu governo, diante dos problemas na gestão da crise sanitária e de seus efeitos na economia.

A pesquisa foi realizada antes de o Banco Central anunciar o primeiro aumento da taxa básica de juros em seis anos e dizer que a Selic deve continuar subindo nos próximos meses, devido ao risco de descontrole inflacionário, apesar da economia ainda fraca.

A pesquisa telefônica Datafolha ouviu 2.023 brasileiros em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para baixo ou para cima.

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