Inovações na saúde – Por Machidovel Trigueiro Filho

*Coluna Semanal – Por Machidovel Trigueiro Filho – 19/03/21

Dando continuidade à série de temas sobre inovação, hoje abordaremos “a inovação na saúde”. Ao final, abordaremos notícias da semana no mundo da inovação.

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A inovação na saúde

O setor da saúde pública revelou profundos problemas no Brasil e essa pandemia descortinou ainda mais a já conhecida fragilidade desse setor. Na saúde privada, os grandes grupos que a dominam, cientes dessa fragilidade, buscam criar soluções escaláveis, tecnológicas e inovadoras, tentando minimizar o efeito do colapso na saúde, por meio de severos investimentos em gestão, inovação e desenvolvimento (tecnologia). Nesse cenário conturbado, diversas startups estão de olho nesse promissor segmento. A expansão dessas “healthtechs” começou muito antes de falarmos nesse novo vírus, contudo, a pandemia acelerou a importância dos novos modelos de gestão e das empresas modernas. Do ponto de vista macro, sabemos que a luta contra o coronavírus depende muito de informação e colaboração global. Será assim também que venceremos as guerras contra as pandemias futuras. Até porque, outras virão. Já do ponto de vista micro, a inteligência artificial inserida nessas empresas já permite que máquinas e médicos realizem procedimentos de forma remota, seja nos exames e diagnósticos, seja na prescrição de medicamentos. Além disso, há tecnologia avançada hoje nas próteses e nos robôs com precisões cirúrgicas antes impensável. Consigo igualmente visualizar que muito brevemente os dados biomédicos de toda a população de uma localidade estarão disponíveis para um monitoramento contínuo e integrado por profissionais da saúde ou por sistemas de inteligência artificial à distância. A ida ao consultório e até mesmo aos laboratórios somente será necessária em casos mais extremos. A vantagem disso está na identificação de doenças em suas fases iniciais, podendo dessa forma o paciente ser tratado bem antes que os eventuais problemas se tornem críticos. Nesse modelo, o colapso em um sistema de saúde de uma cidade seria mais improvável, uma vez que os níveis de eficiência do tratamento preliminar, ou seja, na prevenção de doenças alcançaria patamares nunca antes possíveis. Mais uma vez, a inovação será a chave de tudo. Prova disso é que, nesses tempos de corona, houve uma rápida adaptabilidade nas inovadoras formas de viver. Essa quebra de paradigma que permitirá acelerar as inovações a um ritmo nunca visto. Os ganhos de eficiência e de produtividade pelo aprendizado serão enormes. Dentro de um novo modelo de trabalho, cidades também passarão rapidamente por grandes transformações com uma nova forma de logística. Os empregos estão mudando num ritmo nunca imaginado. A grande maioria das novas profissões ainda nem existem. No Brasil, grandes hospitais estão aumentando a aposta em startups de saúde como forma de evoluírem sua gestão e eficiência no tratamento dos pacientes. Recentemente, o Hospital das Clínicas de São Paulo abriu até um centro de inovação, chamado Distrito Inova HC, na linha do que já tinha feito o Hospital Israelita Albert Einstein. O Hapvida seguiu a mesma linha, muito antes da recente fusão com o Grupo NotreDame, assim como mais recentemente a Unimed, que inovou até mesmo na forma de comunicar os números da pandemia, por meio de uma gestão diligente e transparente. Crises como essa enfatizam ainda mais a necessidade de respostas rápidas a população. Nesse cenário, pergunta-se; quais as lições que aprenderemos para construir sistemas de saúde inteligentes e interligados capazes de prever e antecipar pandemias ou outros eventos futuros que possam afetar a saúde global?

Elon Musk quer colocar o foguete Starship em órbita até julho de 2021

Ontem, o CEO da companhia de exploração espacial SpaceX, Elon Musk, confirmou que o objetivo da empresa é lançar o seu protótipo da Starship na órbita terrestre até julho de 2021. A meta é ambiciosa: até agora, os foguetes em um formato simplificado ainda estão em fase de testes de altitude e pouso, alcançando um máximo de 10 km de altura. Para colocar a Starship em órbita, o modelo já completo e próximo do design final deve ser o utilizado. A última tentativa de voo foi realizada no início de março deste ano e é considerada bem sucedida, mas o foguete modelo SN10 acabou explodindo após aterrissar — culpa de uma falha estrutural que gerou contato de combustível com certos pontos do sistema. O foguete Starship é o projeto mais ambicioso de Elon Musk e deve ser o foguete utilizado pela empresa para viagens espaciais tripuladas de longa distância e duração, tanto turísticas quanto em missões contratadas por agências como a NASA. A primeira delas deve acontecer ao redor da Lua até 2023, sendo Marte o segundo destino planejado. Em tempos estranhos de pandemia, tudo é possível no campo da inovação.

Startup chilena vegana apoiada por Jeff Bezos quer ser um unicórnio

Com a explosão das vendas globais de alimentos de origem vegetal, uma startup chilena atraiu o interesse do fundador da Amazon.com, Jeff Bezos, e agora mira um valor recorde. A NotCo SpA., fabricante do leite vegano NotMilks vendido nas lojas Whole Foods da Amazon nos Estados Unidos, está determinada a alcançar o status de “unicórnio” em sua próxima rodada de financiamento, ou um valor estimado de US$ 1 bilhão. A empresa destaca a perspectiva de quadruplicar as vendas e de quintuplicar os volumes em 2021 como base para o que poderia ser o triplo de seu valor atual, que alguns relatórios estimam em mais de US$ 300 milhões. Fica aqui uma provocação: quando uma pequena startup de inovação genuinamente cearense no ramo de alimentos se tornará um unicórnio? Sabe-se que nosso Estado tem um excelente know how no ramo alimentício, com grandes empresas (moinhos de trigo e fábrica de bolachas) que já faturam mais que essa cifra.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Economic News Brasil.

 

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