Os resultados apontam que, em se mantendo o padrão de uso da terra das últimas décadas, uma área equivalente a duas vezes o território da França será desmatada de maneira economicamente ineficiente. Dessa forma, os resultados apontam a necessidade de mudança radical nos incentivos econômicos necessários para mitigar as emissões ineficientes de carbono referentes ao uso da terra na Amazônia.
Os resultados apontam que, em se mantendo o padrão de uso da terra das últimas décadas, uma área equivalente a duas vezes o território da França será desmatada de maneira economicamente ineficiente. Dessa forma, os resultados apontam a necessidade de mudança radical nos incentivos econômicos necessários para mitigar as emissões ineficientes de carbono referentes ao uso da terra na Amazônia.

Os professores da EPGE Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE) Francisco Costa e Marcelo Sant’Anna e o aluno de doutorado da FGV EPGE Rafael Araújo realizaram um estudo inédito que estima o quão distante a Amazônia brasileira está de seu nível eficiente de cobertura florestal e estoque de carbono. O trabalho é intitulado “Efficient Forestation in the Brazilian Amazon: Evidence from a Dynamic Model”.

Os resultados apontam que, em se mantendo o padrão de uso da terra das últimas décadas, uma área equivalente a duas vezes o território da França será desmatada de maneira economicamente ineficiente. Dessa forma, os resultados apontam a necessidade de mudança radical nos incentivos econômicos necessários para mitigar as emissões ineficientes de carbono referentes ao uso da terra na Amazônia. Políticas de desincentivo do desmatamento baseadas na quantidade de carbono armazenada na floresta, como zoneamento ou pagamento por serviços ambientais, demonstram grande potencial de reverter o quadro atual.

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Embora a logística de implementação de tais políticas não seja simples, os autores entendem que o Brasil demonstrou que pode usar tecnologia para fazer cumprir a conformidade ambiental e que existe vontade da comunidade internacional para ajudar a financiá-la.

Já em relação às políticas de mercado, os autores sugerem desincentivar o principal motor do desmatamento na região, a pecuária. Tecnologias como rastreamento de gado e moratória da carne bovina na Amazônia são opções viáveis ​​nessa direção. Desestimular a produção agrícola da região, por outro lado, não parece uma alternativa tão promissora.

O trabalho está disponível para consulta no site.
Fonte: FGV

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