O preço da criptomoeda perdeu US$ 10 mil de valor nas últimas 24 horas, resultando em mais de US$ 100 bilhões de prejuízo para seu valor de mercado.
O preço da criptomoeda perdeu US$ 10 mil de valor nas últimas 24 horas, resultando em mais de US$ 100 bilhões de prejuízo para seu valor de mercado.

O bitcoin (BTC) passou por duas fortes retrações nesta semana. Na segunda-feira, o ativo apresentou sua maior queda diária em dólares da história mas rapidamente se recuperou. Já nesta terça, 23, a desvalorização realmente se concretizou. O preço da criptomoeda perdeu US$ 10 mil de valor nas últimas 24 horas, resultando em mais de US$ 100 bilhões de prejuízo para seu valor de mercado.

Maior queda diária da história

De US$ 58.332 que o ativo chegou a valer no domingo, o maior preço de sua história, ele caiu para US$ 47.780 na manhã de segunda-feira. No final da tarde do mesmo dia, o bitcoin já retomava o patamar dos US$ 55 mil. Mas a força da criptomoeda segue instável e a desvalorização de ontem serviu apenas para concretizar a queda que o ativo sofre hoje.

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Esse é o preço mais baixo do bitcoin desde o dia 10 de fevereiro. Durante os últimos dois meses, a criptomoeda vem batendo recordes diante da alta demanda de investidores institucionais em conjunto com a atual escassez do ativo no mercado. Assim, essa é a primeira desvalorização significativa que a moeda sofre em semanas de sucessivas altas.

Um dos principais fatores para essa valorização contínua foi a compra de US$ 1,5 bilhão em bitcoin pela Tesla, anunciada na segunda semana de fevereiro. Após isso, a empresa de software empresarial MicroStrategy também anunciou que comprará US$ 600 milhões na moeda digital.

Valor de mercado do bitcoin cai em US$ 100 bilhões

Com a desvalorização do preço, a capitalização total do bitcoin também sofreu uma dura retração. Tendo ultrapassado US$ 1 trilhão de valor de mercado pela primeira vez na história na última sexta-feira, hoje a criptomoeda perdeu mais de US$ 100 bilhões de valor, conforme apontam dados do CoinMarketCap.

Durante a tarde de ontem, o bitcoin capitalizava mais de US$ 1 trilhão, e então caiu para o valor de mercado mínimo de US$ 853 bilhões nesta terça-feira. Como houve uma leve recuperação do ativo digital desde então, a criptomoeda vale cerca de US$ 900 bilhões no momento desta publicação.

Os atuais fatores para a desvalorização

O mercado de criptomoedas determina seus preços com base em duas lógicas simples: a da oferta e demanda, e a euforia especulativa momentânea.

No caso do bitcoin, há uma atual redução em sua oferta devido ao corte da taxa de mineração da moeda digital. Trata-se de um sistema natural do programa da criptomoeda, chamado de halving, que é ativado a cada quatro anos e consequentemente reduz a quantidade de BTC no mercado. Isso se aliou à alta demanda de compra e elevou o preço do ativo digital a níveis históricos desde dezembro de 2020.

Dito isso, após o recorde atingido no final de domingo, é historicamente natural que aconteçam vendas em massa de investidores que buscam o lucro imediato. Consequentemente, mais moeda voltam para a circulação e seu preço cai.

Falas de Elon Musk e Janet Yellen afetam mercado

O segundo fator é a euforia de mercado, a especulação gerada por notícias e eventos que acontecem no mundo todo. Essa grande queda foi especificamente impulsionada por duas declarações de importantes figuras para o setor de criptomoedas.

A primeira é Elon Musk, dono da Tesla, que desde sexta-feira vem publicando falas não favoráveis à criptomoeda. Na sexta-feira (19) ele disse que “o bitcoin é quase a mesma bobagem de uma moeda fiduciária”. Enquanto no final de semana ele respondeu um seguidor no Twitter afirmando que o preço do ativo digital “realmente está alto”.

A segunda notícia que impactou o preço do bitcoin foi a fala de Janet Yellen desta segunda-feira. “Eu não acho que o bitcoin… seja amplamente usado como um mecanismo de transação”, afirmou a Secretária do Tesouro dos EUA à CNBC. “Da maneira que é usado, temo que geralmente seja para o financiamento ilícito. É uma forma extremamente ineficiente de conduzir transações, e a quantidade de energia que é consumida no processamento dessas movimentações é impressionante”, afirmou.

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