Segundo trimestre revela queda brusca nos indicadores de mercado do transporte aéreo

O fator determinante foi a pandemia e os dados levantados foram comparados com o mesmo período em 2019.

Segundo trimestre revela queda brusca nos indicadores de mercado do transporte aéreo

Em razão da pandemia do coronavírus e os impactos causados no transporte aéreo, os dados de mercado do setor têm registrado queda desde março de 2020, quando foi decretada a pandemia mundial. Sobretudo, no último trimestre (abril-junho), esses indicadores sofreram reduções mais bruscas, justificadas pela diminuição de voos entre os estados brasileiros, que no início da pandemia chegou a ser 91,6% menor do que os voos planejados pelas empresas aéreas para o período. Em junho, a demanda por voos no mercado doméstico teve queda de 85% na comparação com junho de 2019, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

O levantamento aponta que mesmo sendo um indicador decrescente, o percentual de junho apresentou melhora, considerando que em maio e abril a redução na demanda doméstica foi de 91% e 93,1%, respectivamente.

Fonte ANAC

A oferta de voos no mercado doméstico seguiu a mesma linha da demanda por voos, apresentando retração do percentual do indicador no segundo trimestre do ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior, sendo da ordem de 83,6% em junho, 89,6% em maio e 91,4% em abril.

Em abril, ocupação das aeronaves, por sua vez, passou de 81,9% em 2019 para 65,4% de aproveitamento. Entretanto, este indicador subiu, em maio, para 70,7% e seguiu o crescimento em junho, apresentando 74,6% de ocupação nas aeronaves em voos domésticos . Este indicador está diretamente relacionado a quantidade de passageiros transportados.

Mercado Internacional

Além da diminuição da oferta de voos, mencionada como impacto nos dados domésticos, o fechamento de algumas fronteiras também foi fator determinante nos dados do setor, sendo este especificamente no escopo do mercado internacional. Em junho, a demanda internacional caiu 95,4% e a oferta 89,3%, comparando-se com junho de 2019. Maio e abril também apresentaram dados de queda brusca, acima de 90% em relação ao ano passado.

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