Venezuela: De quem é o ouro? Do Maduro ou Guaidó?

Na próxima semana o tribunal britânico deve começar a decidir o caso e o resultado só deve ser conhecido em setembro.

Venezuela: De quem é o ouro? Do Maduro ou Guaidó?

O Tribunal Comercial da Alta Corte de Londres deve decidir nos próximos meses o destino de 31 toneladas de ouro venezuelano, avaliada em mais de US$ 1 bilhão e guardadas no Banco da Inglaterra.

Entenda o caso

Em 2018, o governo do ditador Nicolás Maduro solicitou que o banco da Inglaterra liberasse a guarda do ouro venezuelano que está no cofre da instituição na capital britânica.

Mas, em 2019, ao tomar conhecimento do fato, o autoproclamou presidente interino, Juan Guaidó, oficializou a então primeira-ministra Theresa May para que suspendesse a liberação. “Estou lhe pedindo para suspender essa transação ilegítima. Se o dinheiro for transferido, ele será usado pelo regime cleptocrático e ilegítimo de Nicolás Maduro para reprimir de forma brutal o povo da Venezuela”, escreveu Guaidó na ocasião.

Decisão

A solicitação foi atendida e a transferência suspensa, pois o Reino Unido reconhece Juan Guaidó como presidente interino.

O argumento utilizados pelo governo Maduro para o resgate é de que a “fortuna” pertence ao seu governo e o país precisa da quantia para combater a pandemia do Covid-19.

A oposição comandada por Guaidó, por sua vez, alega que Maduro pretende desviar o uso do ouro para pagar seus aliados estrangeiros, hipótese rechaçada por advogados do ditador.

Agora, o caso será na justiça pelo juiz Nigel Teare.

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