Boeing e Embraer cancelam acordo e fusão não vai decolar

O acordo comercial entre Embraer e Boeing, para a compra da unidade de aviação comercial da companhia brasileira, naufragou. Na manhã deste sábado (25), a Boeing informou que rescindiu o contrato resultante das tratativas que se desenrolavam desde o fim de 2017, que resultariam na constituição de uma joint venture.

Para o acordo, celebrado em julho de 2018, havia sido acordado que a Boeing pagaria US$ 4,2 bilhões à Embraer, valor relativo aos 80% do total dos ativos, e os 20% restantes seriam a participação minoritária mantida pela companhia brasileira. Além disso, haveria a formação de uma joint-venture para produção do avião de uso militar KC-390.

“A Boeing trabalhou diligentemente por mais de dois para a finalizar a transação com a Embraer. Durante os últimos meses, nós tivemos produtivas mas frustradas negociações sobre condições materiais precedentes não concluídas. Nós todos desejávamos concluir isso até a data final, mas não aconteceu”, afirma Marc Allen, presidente da Embraer Partnership & Group Operations. “Estamos profundamente desapontados.”

Diante da expectativa da finalização das negociações que estavam em andamento, os papéis das duas companhias despencaram em seus respectivos mercados. As ações da Boeing caíram quase 6,5% e as ordinárias da Embraer, na B3, registraram perda superior a 10,5%.

A pandemia do coronavírus e o consequente impacto sobre as companhias aéreas foi fundamental para o encerramento das negociações.

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