Companhias aéreas pedem aporte público para decolar

Semana passada, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) disse que as receitas com passageiros de linhas aéreas serão reduzidas pela metade neste ano, caindo em US$ 314 bilhões em relação a 2019.

A Lufthansa, uma das maiores companhias aéreas da Europa, está reduzindo permanentemente o tamanho de sua frota e encerrando uma de suas companhias aéreas de baixo custo, alertando que o setor de aviação levará anos para se recuperar da crise.

Enquanto as companhias aéreas dos EUA receberão dezenas de bilhões de dólares como parte do pacote de estímulo de US$ 2 trilhões do país, os governos na Europa não prometeram resgates para suas transportadoras. Em vez disso, as companhias aéreas individuais estão recorrendo ao apoio do governo para pagar os salários dos funcionários.

A EasyJet, empresa de baixo custo, disse no início deste mês que havia arrecadado 600 milhões de libras (cerca de US$ 746,6 milhões) através do Covid Corporate Financing Facility do governo do Reino Unido. O governo disse que considerará a situação das empresas caso a caso.

A British Airways e a Virgin Atlantic deram licença a cerca de 38 mil funcionários e contam com o governo para pagar 80% do salário desses funcionários. Um porta-voz da Virgin Atlantic disse que a companhia aérea está “explorando todas as opções disponíveis para obter financiamento externo adicional”.

A companhia aérea se recusou a comentar uma reportagem do Financial Times que relatou pedido do governo do Reino Unido solicitando que apresentasse uma nova para obter um empréstimo de 500 milhões de libras (US$ 622,2 milhões) porque não estavam satisfeitos com o pedido inicial.

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