Em cartas aos órgãos reguladores estaduais e em entrevistas ao The Times, farmacêuticos de empresas como CVS, Rite Aid e Walgreens descreveram locais de trabalho caóticos e com falta de pessoal e disseram que havia se tornado difícil realizar seus trabalhos com segurança, colocando o público em risco de erros de medicação.

O último estudo abrangente sobre erros de medicação ocorreu há mais de uma década: O Instituto de Medicina estimou em 2006 que esses erros prejudicavam pelo menos 1,5 milhão de americanos a cada ano.

“Sou um perigo para o público que trabalha na CVS”, escreveu um farmacêutico em uma carta anônima ao Conselho de Farmácia do Estado do Texas em abril.

As empresas afirmaram em declarações que a segurança do paciente era de extrema preocupação, com pessoal definido para garantir uma distribuição precisa. Eles também disseram que tecnologias como a prescrição eletrônica aumentaram a segurança e a eficiência e negaram que os farmacêuticos estivessem sob extrema pressão ou enfrentassem represálias.

Ouvidorias Públicas

Os pacientes não conseguem controlar o que acontece atrás do balcão da farmácia, mas podem observar erros e denunciá-los.

No Brasil, em virtude da lei federal nº 13.460/2017, o Conselho Federal e os Conselhos Regionais dos profissionais de farmácia são obrigado a disponibilizar o canal da ouvidorias para acolher manifestações de vários tipos, como denúncias. Mas, o que acontece na realidade é o não cumprimento da legislação e a não fiscalização por parte do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.

Para que uma ouvidoria públicas seja estabelecida para atender as exigências legais, vários ritos devem ser seguidos, dentre eles a expedição de protocolo de atendimento, cumprimento de prazo de resposta, publicação de relatórios, expedição de pesquisa de satisfação e outros.

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