A startup de entrega rápida por aplicativo vai demitir cerca de 150 funcionários no Brasil. O corte é relativo a uma mudança que vai afetar 6% do quadro da companhia colombiana, que atualmente tem perto de 5 mil funcionários na América Latina.

A Rappi não detalha o motivo dos cortes, mas disse que pretende reestruturar seu quadro em mudança estratégica. “A empresa optou por reduzir algumas áreas e ampliar outras para atingir seus planos e aprimorar cada vez mais a experiência dos seus usuários”, informou por comunicado enviado.

Apesar dos cortes, a Rappi informa que ainda deve ter contratações em 2020 para suas áreas de foco, como tecnologia e experiência do usuário. Em comunicados recentes, a companhia colombiana também informou que deve expandir sua receita ao usar dados de usuários e de restaurantes, o que pode demandar novos funcionários.

Os cortes também podem estar relacionados ao momento de baixa do SoftBank, um dos principais investidores da Rappi.

O grupo japonês registrou prejuízo pela primeira vez em um trimestre, após o fiasco da abertura de capital do WeWork. Segundo relatório, ela precisou investir em outubro mais de US$ 10 bilhões para recuperar a empresa de escritórios, o que elevou o prejuízo. Contudo, também em comunicado, a Rappi nega que os cortes tenham relação com o investidor. “Essa decisão foi feita pelo nosso time interno de líderes como parte do nosso plano para atingir a nossa meta de crescimento como empresa e entregar novos produtos em 2020”, reforçou.

Apesar disso, outra empresa que também recebeu aporte do SoftBank está no mesmo cenário. A Zume, startup relacionada à robótica, recebeu US$ 375 milhões dos japoneses e, agora, está demitindo 80% dos seus funcionários. O SoftBank investiu US$ 1 bilhão na Rappi no ano passado em aporte recorde para um país latino-americano.

(Yahoo Finanças)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui