Analistas e banqueiros estão prevendo mais fusões bancárias entre bancos regionais de médio porte dos EUA este ano, enquanto procuram otimizar suas operações e cortar custos para competir melhor com seus maiores rivais nacionais.

Bancos Americanos

A McKinsey disse em uma nota de pesquisa no último mês de novembro que, embora a consolidação já tenha reduzido o número de bancos dos EUA de cerca de 15.000 em 1985 para cerca de 5.000 hoje, muitos executivos e especialistas do setor esperam que a tendência de consolidação continue.

“Nossa pesquisa mostra que mais de 60 bancos norte-americanos com ativos de US$ 10 bilhões a US$ 25 bilhões podem ser alvos de aquisição atraentes para bancos regionais bem posicionados – por exemplo, bancos regionais com uma alta relação custo-benefício e baixos empréstimos para depósitos entre outros fatores ”, observou a consultoria.

Tributos

A flexibilização das condições regulatórias e a revisão tributária dos EUA no governo Trump também ajudaram a estimular as negociações no setor. Regras rígidas de capital e liquidez impostas aos credores com mais de US$ 50 bilhões em ativo, após a crise financeira em 2008, tornaram pouco atraente para bancos de médio porte adicionar mais ativos por meio de aquisições. No entanto, esse limite agora foi aumentado para US$ 250 bilhões.

Liquidez

No último mês de novembro, o Federal Reserve (Fed) de Nova York injetou US$ 103,65 bilhões em liquidez temporária no sistema financeiro dos Estados Unidos.

A medida foi tomada pelo Fed por meio de acordos de recompra overnight que atingiram a marca de US$ 74,45 bilhões e via operação a termo de 14 dias, totalizando US$ 29,2 bilhões.

O Fed tem feito diversas alterações provisórias para diminuir a volatilidade, ao passo que compra notas do Tesouro para acumular reservas no sistema bancário.

O Federal Reserve estima que ao comprar títulos do Tesouro, as intervenções de recompra ao longo de 2020 serão diminuídas.

Taxa de juros

No quarto trimestre de 2019, as autoridades do Federal Reserve (Fed) decidiram cortar a taxa de juros em um quarto de ponto percentual. Dessa forma, a taxa básica passou do intervalo de 1,75% a 2% para uma banda entre 1,5% e 1,75%.

Foi o terceiro corte seguido realizado pelo Fed no ano. A decisão foi tomada por membros do comitê de política monetária do Banco Central dos EUA. Dividida, a votação sobre o corte não foi unânime .

O presidente americano já havia pressionado o Federal Reserve por meio de uma rede social, um dia antes do corte ser feito. Trump havia afirmado que os EUA deveriam seguir o exemplo dos outros países com taxas de juros negativas

Vale ressaltar que o presidente norte-americano também já havia pressionado a autoridade monetária na última reunião anterior. “Os EUA devem sempre pagar a taxa mais baixa. Sem inflação!”, comentou ele na época.

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