CHINA VEGETARIANA?

Nos últimos anos, a Impossible Foods e sua principal rival, Beyond Meat, se tornaram grandes empresas de alimentos americanas, fechando acordos com cadeias de fast-food e recebendo elogios por seus esforços para substituir produtos de origem animal por substitutos à base de plantas.
 
Agora eles estão buscando entrar em outro mercado com uma importante pegada ambiental: a China, o maior consumidor mundial de carne.
 
Muitos foram os obstáculos culturais e governamentais, mas já foi iniciada a produção de bolinhos feitos com um substituto de carne de porco à base de plantas da Zhenmeat, uma startup de Pequim.
 
“Era meio obscuro”, disse Pat Brown, executivo-chefe da Impossible Foods. “Algum canto distante deste vasto espaço insanamente enorme.”
 
Nos últimos dois anos, a Impossible Foods e sua principal rival, Beyond Meat, passaram de start-ups com acompanhamento de nichos para grandes empresas americanas de alimentos. Eles fecharam acordos com redes de fast-food como McDonald’s e Burger King, e receberam aplausos por seus esforços para substituir produtos de origem animal por substitutos à base de plantas que são mais saudáveis e menos prejudiciais ao meio ambiente.
 
Agora, as empresas buscam fazer incursões em um mercado potencialmente ainda mais lucrativo, com uma importante pegada ambiental: a China, o maior consumidor mundial de carne.
 
Segundo especialistas, a produção de carne é uma das principais causas das mudanças climáticas, e a crescente demanda por carne de porco e carne bovina na China alimentou grande parte desse dano ambiental, desde a escassez de água e as ondas de calor até o desmatamento na floresta amazônica.
 
“Toda vez que alguém na China come um pedaço de carne, um pouco de fumaça sobe na Amazônia”, disse Brown. “É um mercado absolutamente essencial e extremamente importante para nós”.
 
Mas vender carne à base de plantas para a China continental não será fácil. A Beyond Meat está disponível em dezenas de países, enquanto a Impossible Foods já vendeu seu produto em Cingapura, Macau e Hong Kong. E as duas empresas superaram a reação nos Estados Unidos de criadores de gado, lobistas de carne e restaurantes como o de Arby.

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