O prejuízo da operadora aumentou mais de três vezes no terceiro trimestre, para R$ 5,78 bilhões, conforme relatório dos resultados da companhia divulgado na manhã desta segunda-feira (02).

Após reportar os números, as ações da Oi foram negociadas perto da estabilidade no período da tarde. Por volta das 17h, os papéis perdiam 1,09% a R$ 0,91.

A companhia adiou a divulgação de seu resultado para o período alegando trabalho adicional gerado pela necessidade de realizar auditoria completa sobre os números e cumprir um acordo prévio acertado com o órgão fiscalizador dos mercados do Estados Unidos (SEC).

A receita líquida da companhia de telefonia avançou 8,7%, passando de R$ 5,48 bilhões para R$ 5 bilhões. A receita no mercado brasileiro caiu 8,8%, para R$ 4,95 bilhões, afetada pela queda do tráfego de voz. Nas operações internacionais, o recuo foi de 8,5%, para R$ 46 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização de rotina caiu 32,9%, para R$ 979 milhões. A margem Ebitda caiu sete pontos percentuais, saindo de 26,6% para 19,6%. Considerando os efeitos do IFRS 16, a margem Ebitda ficou em 27,5%.

Outro ponto de destaque foi o fato da Oi ter anunciado que está trabalhando em um empréstimo-ponte de US$ 600 milhões (R$ 2,5 bilhões), com um compromisso firme de US$ 400 milhões já em vigor, o que deve dar à empresa espaço para respirar, enquanto trabalha em longo prazo financiamento. Eles entendem que a venda de ativos não essenciais (Unitel e outros) também deve ajudar a mitigar a dinâmica negativa do fluxo de caixa livre no curto prazo.

Segundo publicado no portal “Investing Com”, para o BTG Pactual os números apresentados pela Oi foram fracos, mas não surpreenderam do ponto de vista operacional. De qualquer forma, a instituição mantém a posição positiva, pois vê a Oi como um ativo estratégico exclusivo para players locais e estrangeiros.

A Oi está em Recuperação Judicial (RJ)

(Valor Pro com adaptações)

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