A credenciadora de cartões Stone divulgou lucro líquido recorrente de R$ 201,9 milhões no terceiro trimestre, com destaque para o resultado 126% superior ao mesmo período de 2018. O lucro contábil foi de R$ 191,3 milhões no período, com alta de 111,6%. Já as receitas da fintech chegaram a R$ 671,1 milhões no período, volume 62,1% superior ao do terceiro trimestre de 2018.

RECEITA DE ATIVIDADE

A receita com transações e serviços foram de R$ 193,9 milhões no período, representando 28,9% do total. No terceiro trimestre de 2018, essas receitas eram de R$ 136,1 milhões, o equivalente a 32,9% do total.

As receitas com assinatura e aluguel das maquininhas foram de R$ 94,2 milhões (14% do total) no período, ante R$ 59,2 milhões (14,3% do total) nessa comparação. As receitas financeiras R$ 335,1 milhões (49,9% do total) no período, 57% maior do que os R$ 212,4 milhões (51,3%) de um ano antes.

MOVIMENTAÇÕES FINANCEIRAS E BASE DE CLIENTES

O volume total de movimentações no terceiro trimestre chegou a R$ 32,6 bilhões, montante 49,8% superior ao movimentado no mesmo período de 2018. E, na divulgação dos números, a Stone destaca que sua base de clientes chegou a 428,9 mil. O volume de clientes saltou de 50,5 mil no segundo trimestre para 68,7 mil terceiro trimestre.

FINTECH

Stone Pagamentos é uma Fintech brasileira de meios de pagamentos através dos seus serviços de adquirência multibandeiras por intermédio de máquinas de cartões, processadoras de transações realizadas por cartões de crédito, débito e voucher. Atua no mercado desde 2014, cobrindo o território brasileiro. Em 2018, foi realizada a oferta inicial de ações (IPO) na bolsa de valores de Nova Iorque (NASDAQ). A Stone é parte integrante da holding Stone Co., que possui outras empresas do ecossistema de pagamentos no Brasil.

Motivados pela a quebra do duplo monopólio referente a exclusividade das máquinas de cartão de crédito, regulado pelo Banco Central Brasileiro, pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e pelo Cade, A Stone Pagamentos entra, de fato, em operação no ano de 2014, sendo os dois anos anteriores responsáveis pela preparação de sua entrada no mercado através da aquisição de licenças das bandeiras de pagamentos, como a Visa e a Mastercard.

Em 2015, a Stone expande sua sede comercial para São Paulo e, por conseguinte, amplia sua atuação pelo o território brasileiro.

No ano de 2016, a Stone faz a aquisição total da Elavon do Brasil, empresa credenciadora, pertencente à operação no Brasil desde 2011 e quarta maior adquirente no mercado de meios de pagamentos. A Elavon possuía cerca de 2% da parcela do mercado de meios de pagamento, incorporados à base da Stone no ano de 2016. As duas empresas seguiram com suas marcas de maneira independente até meados de 2018, com a Stone assumindo a totalidade da operação, aumentando a quantidade de funcionários e clientes pelo território brasileiro.

Em 2017, a Stone Pagamentos adquire a captação de um fundo de 1 bilhão de reais referente a venda de recebíveis para um fundo de investimento em direitos creditórios, garantindo a antecipação de recebíveis em transações feitas pelo lojista sem o intermédio de trava bancária.

Em outubro de 2018, a empresa faz um pedido de abertura pública de capital, através de ações (IPO), na bolsa de valores americana NASDAQ.

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