Os pedidos de patentes feitos no Brasil tiveram a quinta queda consecutiva. A análise foi feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com base em dados do relatório World Intellectual Property Indicators 2019 da Ompi (Organização Mundial de Propriedade Intelectual).

Em 2018, os brasileiros fizeram 24.854 solicitações de patentes, o que representa redução de 3,1% em relação ao registrado em 2017. O resto do mundo caminha na direção oposta: 3,3 milhões de pleitos foram realizados globalmente em 2018, alta de 5,2% sobre o ano anterior e recorde da série histórica iniciada em 1980. Conforme levantamento da CNI, a redução dos pedidos no Brasil pode ser explicada pelo “ambiente econômico pouco favorável” e pelo grande volume solicitações paradas em etapa de análise.

As patentes servem para impedir terceiros de produzir, usar, vender ou importar produtos ou processos objetos da proteção. No Brasil, o processo de registro leva cerca de oito anos. Um dos principais problemas é o represamento das solicitações, chamado de backlog. Em julho deste ano, o Ministério da Economia e o Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) anunciaram medidas para reduzir burocracia, custos e tempo em processos de marcas e patentes.

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