4 DESAFIOS QUE AS MULHERES ENFRENTAM NA HORA DE EMPREENDER


Empreender é desafiador e, em especial no começo, envolve acumular diferentes funções e estar disponível o tempo todo. Quando se trata das mulheres, a tendência é que e a jornada seja (no mínimo) dupla. Afinal, muitas ainda acumulam funções dos seus lares e não recebem o mesmo estímulo que os homens para ter seu próprio negócio.

A Feira do Empreendedor 2019 SEBRAE/SP terá, pela primeira vez, um espaço dedicado ao empreendedorismo feminino. A sala trará palestras e cases de mulheres que superaram desafios e comandam seus próprios negócios. A feira começou no dia 5 e vai até hoje (8) de outubro e tem entrada gratuita.

Vida Pessoal
Cuidar dos filhos, de familiares idosos e dos afazeres domésticos não são obrigações exclusivas das mulheres – mas, como sabemos, ainda é comum que elas sejam mais sobrecarregadas por elas do que os homens. Não à toa, uma pesquisa realizada pela Rede Mulher Empreendedora mostrou que 70% delas abrem um negócio em busca de flexibilidade.

Acesso ao Crédito
Segundo dados do Sebrae, as mulheres têm um nível de inadimplência ligeiramente mais baixo do que os homens (3,7% contra 4,2%). Apesar disso, Miglino afirma que elas tendem a ter mais dificuldade de acessar crédito para os seus negócios. Em média, também pagam taxas anuais de juros 3,5% maiores do que os homens.

Mortalidade dos Negócios
Segundo a consultora, negócios comandados por mulheres tendem a morrer mais cedo que os comandados por homens. Embora seja difícil estabelecer uma relação de causa e efeito, ela explica que é possível ter alguns indícios das causas a partir das condições em que elas empreendem. Dados do Sebrae mostram que 44% delas, por exemplo, empreendem por necessidade (como para superar o desemprego ou aumentar a renda).

Faturamento mais Baixo
Embora as mulheres sejam 16% mais escolarizadas que os homens, segundo dados do Sebrae, as empresas comandadas por elas faturam, em média, 22% menos que as deles. Miglino diz que as explicações para esse fator, embora ainda sejam estudadas, são influenciadas pelos fatores anteriores e pela posição da mulher na sociedade.
"Geralmente esses negócios são menos rentáveis, têm menos valor agregado e estão em setores pouco avançados em tecnologia, até pelo fato de muitas empreenderem por necessidade", explica. Setores como robótica, biotecnologia, tecnologia da informação e fintechs, que têm mais potencial de escalar, ainda têm baixa presença feminina.

Unidades do Sebrae em vários estados também já implementaram o projeto Sebrae Delas. Além do atendimento padrão, ele prevê uma maior aproximação às realidades e aos desafios vividos por elas no desenvolvimento dos seus negócios.

(SEBRAE)

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