PRESIDENTE DO BRADESCO DIZ NÃO TEMER FINTECHS: “TENHO MEDO DAS BIG TECHS”

A implantação do “open banking” para o partilhamento de informações de clientes entre as instituições financeiras e as fintechs, “é um fato e não adianta lutar contra isso”, disse o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, durante o Fórum Brasil de Investimentos 2019. “Nosso mindset é de construir isso junto com o Banco Central”, acrescentou. 

O presidente do segundo maior banco privado do país defendeu que os acessos sejam feitos com uma cobrança de tarifas. “Tem que ter tarifa. Mas não deve bater no consumidor final.” Para Lazari, existe um custo muito elevado para a implementação por parte dos bancos. 

Para Lazari, as mudanças tecnológicas que estão ocorrendo no sistema financeiro vão reduzir a rentabilidade dos bancos. “Os bancos tradicionais estão preparados e se preparando para um novo modelo de negócios, uma nova forma de fazer negócios no Brasil e no mundo”, disse o executivo.  “Vai diminuir a rentabilidade dos bancos, mas isso não vai destruir os bancos incumbentes que têm uma posição importante no mercado. 

Novas Tecnologias 

Essa nova abertura incentivada pelo próprio Banco Central é absolutamente sadia para nossa economia e para o Brasil”, acrescentou. Se alguém me perguntar se eu tenho medo das fintechs, digo não. Tenho medo das ‘big techs’”, afirmou Lazari. “Vamos imaginar que Amazon, Facebook ou Google resolvem entrar no mercado e imagine esses clientes todos juntos, milhões, tentando entrar ao mesmo tempo no sistema de qualquer banco. Sabe o que acontece com o sistema financeiro nacional? Sabe o que acontece com o sistema financeiro nacional? Para, trava. É muito mais do que um ataque cibernético”. 

O encontro, considerado o maior evento de atração de investimentos do país, encerrou nessa sexta-feira (11), em São Paulo. Durante dois dias, executivos de grandes empresas, representantes do governo, investidores estrangeiros e empresários brasileiros estiveram reunidos para debater setores estratégicos da economia brasileira, como infraestrutura, energia, agronegócios, tecnologia e inovação. 

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