AT&T OFICIALIZA INTERESSE PELO CONTROLE DA OI E IMPÕE CONDIÇÕES


A operadora norte-americana AT&T demonstrou oficialmente seu interesse em comprar a Oi no Brasil ainda em 2019. No entanto, a aquisição no país dependeria de algumas condições estabelecidas pelo presidente da empresa, Randall Stephenson. 

O executivo se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro na última quarta-feira (28) e afirmou que a compra neste ano somente ocorreria em troca do apoio do governo na mudança da chamada Lei da TV Paga – ou Lei do SeAC. 

Atualmente, a legislação brasileira impede a chamada “propriedade cruzada”. Na prática, um grupo de telecomunicações não poderia deter mais de 50% de um grupo de mídia e mais de 30% de uma operadora de forma simultânea. 

Em junho de 2018, a AT&T comprou a Time Warner e passou a ser dona dos canais pertencentes à empresa adquirida. No entanto, a companhia também tem a operadora de TV por assinatura SKY no Brasil. 

A fusão entre ambas sofreu resistência de emissoras nacionais e é tida como um dos motivos para o encerramento de alguns canais, como o Esporte Interativo. As mudanças nas regras atuais poderia ser aprovada por meio de um acordo entre o governo e os senadores da Comissão de Ciência e Tecnologia. Caso as alterações aconteçam, a AT&T não precisará se desfazer da SKY e ainda poderia adquirir a Oi, caso aprovado ainda este ano. 

A compra da operadora seria uma forma de resgatar a operadora, que passa por sérias dificuldades financeiras. Mas, a tele norte-americana teria o controle de duas provedoras de TV por assinatura (Oi TV e SKY), o que diminuiria ainda mais a concorrência. 

(Tudo Celular)

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