EMPREGO FIXO VIROU COISA DO PASSADO

https://drive.google.com/uc?export=view&id=1svvz_GzD_y7En1GJ8sc-otmigq7IfN6M


Com oito anos de experiência na indústria de produtos lácteos, Daniel Batista não titubeou quando perdeu o trabalho no início do ano passado. 

Com a fila do desemprego crescendo, preferiu apostar no sonho antigo do negócio próprio e montou em outubro o Cheesebox – loja virtual que vende queijos e frios. “Nem fui atrás de emprego fixo”, diz ele. “Investi quase toda minha rescisão nesse novo negócio, que está indo muito bem.” 

No último mês, Batista decidiu incrementar a empresa e criar um programa de assinaturas, no qual o cliente opta por um plano e recebe todo mês uma cesta de produtos, como queijos, frios e geleias. Desde o lançamento, conseguiu 215 assinaturas. “Sou assinante de clubes de cerveja e vinhos e pensei: por que não fazer algo semelhante com queijos?” Batista diz que, apesar de o retorno estar sendo bom, teve de abrir mão de algumas coisas para colocar a loja de pé. 

Tirou do orçamento viagens e diminuiu idas a restaurantes. “Tivemos de dar uma segurada nas contas e fazer alguns sacrifícios”, diz. “Afinal, meu rendimento ainda é menor se comparado ao da empresa.” Segundo ele, ainda não foi possível obter o retorno de todo investimento feito. Mas Batista calcula que em mais oito meses terá pago todo o negócio. 

Sem funcionários, toda a parte operacional e comercial é por conta dele. Mas ele tem a ajuda da mulher, Vivian, para bombar os produtos nas redes sociais. “Por ora, não quero saber de emprego fixo.” 

(Estadão Negócios) 


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