HENRIQUE DUBUGRAS, JOVEM BRASILEIRO DE 22 ANOS JÁ É MILIONÁRIO



Ele tem apenas 22 anos e ja é milionário. O jovem brasileiro Henrique Dubugras é um sucesso no mundo dos negócios e antes dos 30 já atingiu mais realizações que a maioria dos empresários de muito mais idade que ele.

Henrique fundou inúmeras empresas, venceu concursos de codificação, participou de palestras exclusivas, contratou centenas de pessoas e arrecadou milhões de dólares. Além disso foi eleito Under 30 pela Forbes Brasil em 2015.

Henrique Dubugras começou nos negócios aos 12 anos de idade. Obcecado por jogos online, decidiu aprender a codificar para criar seus próprios jogos e poder brincar de graça.

Infelizmente, dois anos depois, aos 14 anos, ele recebeu um processo de infração de patente e teve que encerrar o jogo gratuito.

Após descobrir o seriado televisivo “Chuck”, cujo protagonista de mesmo nome era um ótimo programador e hacker, Dubugras decidiu que precisaria estudar em Stanford para ser como o personagem. Como estrangeiro, ele achou o processo de inscrição para as universidades norte-americanas muito complicado.

Então, conheceu outro brasileiro que estava estudando em Stanford. Os dois fizeram um acordo: seu colega ensinaria a ele tudo sobre o processo e Henrique, que estava criando uma empresa de ingressos no Brasil, desenvolveria códigos gratuitamente para ele.

Após um ano de trabalho, seu mentor arrecadou uma boa quantia de dinheiro e contratou outros engenheiros. Foi assim que o jovem empresário percebeu que poderia tentar fundar a própria empresa e, em seguida, criou uma companhia que ensina o processo de inscrição em universidades norte-americanas para outros estudantes.

Mesmo com um total de 800 mil usuários em apenas nove meses, era óbvio que a base conquistada não tinha dinheiro ou cartões de crédito para pagar pelos serviços. E seus pais eram céticos. O amor por esse empreendimento desapareceu quando Dubugras encontrou novas oportunidades.

US$ 300 mil aos 16 anos

O aluguel nas proximidades de Stanford é caro, então Dubugras compareceu a uma convenção de hackers em Miami (também chamada de “hackathon”, ou maratona de hack) e recebeu um prêmio de US$ 50 mil por sua ideia.

Ele criou um aplicativo de encontros chamado “Ask Me Out”, que, em vez de geolocalização, usava como base as amizades do Facebook. Com o dinheiro, ele voltou ao Brasil e tentou lançar a plataforma.

Ele e seu cofundador acabaram transformando a empresa em uma startup de pagamentos eletrônicos, a Pagar.me. As conexões realizadas fizeram com que os dois levantassem US$ 300 mil aos 16 anos. Com o passar do tempo, contrataram 150 funcionários e decidiram vender a empresa e voltar à sala de aula.

Deixar uma empresa de US$ 500 milhões para voltar a estudar

A maioria dos trabalhadores ou empreendedores não voltaria a estudar depois de criar uma empresa de US$ 500 milhões. Mas Dubugras e seu cofundador, Pedro Franceschi, fizeram isso para se dedicarem aos estudos em Stanford.

O surgimento da Brex

Dubugras percebeu a ironia de tantos empresários bem-sucedidos que estavam arrecadando milhões de dólares mas não conseguiam ter sequer um simples cartão de crédito corporativo.

Não parece loucura? Você pode ter milhões de dólares no banco, ser admirado pelos principais investidores e financiadores do país, mas não pode usar seu patrimônio por causa de um histórico financeiro recente.

Então, em 2018, o jovem visionário criou uma startup que oferece cartões de crédito corporativos para esses executivos, batizada de Brex.

A Brex arrecadou, pelo menos, US$ 220 milhões e vale um total estimado em US$ 1,1 bilhão. O financiamento veio de nomes como as empresas Ribbit Capital, DST Global, Global Founders Capital, SV Angel e até de empresários como Peter Thiel e Max Levchin.

(EXAME)

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