CEO DA BMW ANUNCIA SAÍDA



No momento em que começa a se adequar ao ousado e novo mundo dos carros elétricos e do controle de emissões de gás (cada vez maior na Europa), a BMW perde seu chefe. Harald Krüger, 53 anos, anunciou hoje (5) que não vai pedir um segundo mandato como líder da BMW no reunião do conselho fiscal, em 18 de julho.

Fontes sugerem que a BMW não deve procurar sua nova liderança fora da empresa, sendo o membro do conselho para produção, Oliver Zipse, e o membro do conselho para pesquisa e desenvolvimento, Klaus Fröhlich, os principais postulantes à nova vaga.

Poucos se chocaram com a notícia, já que Krüger parecia carregar o peso da posição mais profundamente se comparado a outros pesos-pesados alemães, como Dieter Zetsche, da Daimler, e Herbert Diess, da Volkswagen. De fato, ele caiu no palco durante o Salão de Frankfurt enquanto fazia uma apresentação há quatro anos e sua saúde parece frágil desde então.

A BMW confirmou que a próxima reunião de conselho será usada para discutir um sucessor, que, por sua vez, precisará contar com o apoio da família Quandt, maior acionista do Grupo BMW.

“O Grupo BMW é minha casa profissional há mais de 27 anos”, disse Krüger em comunicado. “Depois de mais de dez anos no conselho, mais de quatro deles como CEO, eu quero buscar novos desafios profissionais.”

Durante seu tempo na liderança da companhia, porém, a BMW perdeu o posto de maior marca premium do mundo para a Mercedes-Benz e sua vantagem no segmento de elétricos sobre as rivais alemãs, quando falhou em encontrar sucessores às inovações propostas pelo i3 e o i8.

Krüger tentou retificar isso duas semanas atrás, anunciando aceleração nos planos de eletrificação da marca, com objetivo de chegar a 25 carros elétricos dois anos antes do previsto, ao final de 2023.

A saída de Krüger também pode ser interpretada como um enfraquecimento da posição do CEO anterior e atual presidente do conselho fiscal, Norbert Reithofer, que apoiou Krüger durante sua sucessão, em detrimento de Herbert Diess.

Diess acabou saindo da BMW para liderar a Volks e depois o Grupo Volkswagen, aumentando a produção da fabricante de dois para dez milhões de carros por ano e gerenciando marcas como Audi, Volkswagen, Porsche, Seat, Skoda, Bentley, Bugatti, Ducati e Lamborghini, além da Volkswagen Commercial e até as de caminhões, Scania e MAN.

(Forbes)

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