BILIONÁRIO DETÊM 6% DO PIB MEXICANO


https://drive.google.com/uc?export=view&id=1Z6S2eTHprsXGNWhuQjIB9lbTiuxGep4d

Com conglomerado de mais de 200 empresas, o bilionário mexicano Carlos Slim, de 79 anos, acumulou fortuna de US$ 60 bilhões, que equivale a 6% do PIB do seu país, e tornou-se o 5º homem mais rico do mundo. 

No seu país, ele é dono de construtoras, seguradoras, hotéis, do banco Inbursa, do grupo Sanborns, que inclui lojas de roupas, eletrônicos e restaurantes. Tem também uma mineradora, uma petroleira, uma montadora de veículos chineses e a empresa de telefonia América Móvil, que detém cerca de 70% do mercado de telefonia móvel e 80% do mercado de telefonia fixa do país. 

No Brasil, o conglomerado de Slim é dono de Embratel, Claro, NET e, mais recentemente, da Nextel. 

MONOPÓLIO PRIVADO 

Para alguns mexicanos, o império de Carlos Slim é motivo de orgulho. Para outros, ele é parte do sistema que impede o país de crescer e se desenvolver. “Ele comprou um monopólio e transformou-o num império”, escreveu a professora do Instituto Autônomo de Tecnologia do México, Denise Dresser, em 2005. “Carlos Slim possui o melhor negócio do mundo e o consumidor mexicano, um dos piores.” Ao contrário do que se imaginava, a privatização não tornou o mercado mais competitivo, nem baixou os preços dos serviços. Segundo a OCDE, o império de Carlos Slim custou aos mexicanos US$ 13 bilhões a mais por ano entre 2005 e 2009.

No papel, o monopólio nas ligações de longa distância acabou em 1997, mas na prática se estendeu por mais de 25 anos. O conglomerado de Slim operava com vantagens que tornavam o mercado quase impossível para as concorrentes. Segundo a americana AT&T, por exemplo, Carlos Slim impediu sua expansão no México cobrando taxas altíssimas pelo uso da rede da Telmex.

SUCESSÃO 

Antes de se afastar do dia a dia de suas mais de suas empresas, escreveu, provavelmente a mão, já que não usa computador nem envia e-mails, uma lista de princípios na condução de seus negócios. Entre eles, um ensinamento que resume sua estratégia: “manter a austeridade em tempos de vacas gordas, fortalece, capitaliza e acelera o desenvolvimento da empresa. Desse modo evitam-se ajustes drásticos nas épocas de crise”. E garante-se um caixa parrudo para ir às compras. 

(Seu Dinheiro)

Comentários