Avianca: Transporte aéreo em turbulência

Avianca: Transporte aéreo em turbulência
Foto: Divulgação

O Governo Federal precisa agir rápido com o aceno do provável encerramento das atividades da Avianca Brasil. Os órgãos de defesa dos consumidores de todo o país estão em alerta com o eminente risco de reajuste nos bilhetes aéreos pelo aumento na demanda para as companhias remanescentes. 

Hoje, a Avianca Brasil é quarta maior companhia aérea do país. O mercado de aviação comercial brasileiro é muito pequeno e irá concentrar ainda mais. No segundo trimestre do ano passado, a tarifa média dos voos domésticos foi de R$ 321,78, indicando baixa de 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme dados divulgados pela ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil. 


A Avianca que entrou em recuperação judicial desde dezembro passado, foi a companhia aérea que mais cresceu no mercado nacional. O número de passageiros transportados pela empresa em 2018 teve alta de 8,99%, chegando a 11,6 milhões. No mercado internacional, o crescimento da Avianca chegou a 201,93%, com um total 656 mil passageiros. Em meio ao processo de recuperação judicial, a Avianca vai cancelar seus voos internacionais a partir de 31 de março.


Diferente de outros países, um outro fato importante que deve ser avaliado é o motivo das empresas de aviação comercial no país não terem longevidade ou de operarem sempre em dificuldade. Já que o governo olha com bastante atenção para o transporte terrestre, deveria fazer o mesmo com o transporte aéreo, seja de carga ou de passageiros. Vale lembrar que a industria aérea brasileira, através da Embraer, está revolucionando o mercado mundial da aviação brigando com as gigantes Boeing e Airbus. Inclusive existe um acordo em andamento para a criação de uma nova empresa (Joint Venture) para a venda da divisão comercial da empresa brasileira para a norte-americana Boeing, que será a controladora do novo negócio com 80% de participação.  Para a finalização das negociações, agora depende do 
governo federal, que é dono de uma “golden share” na Embraer e tem poder de veto em decisões estratégicas, como a transferência de controle acionário da empresa, e do acordo que ainda será submetido à aprovação dos acionistas.

Em tempo: Criada no ano de 1919, a companhia holandesa KLM é a mais antiga empresa de aviação ainda em operação no mundo, com 100 anos de atividade.

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